Por muito tempo fiquei me perguntando se fiz a Faculdade e o Curso certo. Sempre me imaginava em uma universidade pública, no campus de uma cidade pequena, morando em uma república, repleta de estudantes de cidades que nem estão no mapa, e de cursos que eu nunca imaginaria alguém do meu convívio social fazendo, como Biblioteconomia!

Não, estes não são meus amigos!
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Mas hoje posso dizer que ao menos nessa escolha eu acertei!
Fiz Publicidade em uma faculdade particular que, na época, ainda estava no seu segundo ano de existência. Apenas meia dúzia de salas ocupadas, porém dominadas por uma galera que queria se unir pra fazer a diferença. Não, ninguém lá queria mudar o mundo, ou tentar emplacar alguma utopia revolucionária. Cada um tinha seus gostos muito particulares, do Heavy Metal ao Xaxado. Porém criatividade, bom humor e força de vontade estavam intrínsecos no perfil de quase todos.
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Éramos todos iguais, mas diferentes!
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Não importa se sua faculdade é pública ou particular, se onde você trabalha é uma pequena empresa ou uma mega corporação e nem se seu namorado é a pessoa mais popular do seu colégio ou o último a ser escolhido no time de futebol. O que nos faz sentirmos mais vivos e tirar maior proveito da vida são as pessoas a nossa volta. Se forem muito iguais a você, só não haverá tédio devido a competição de egos. Se forem muito diferentes, você estará sozinho.
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Sartre com um olho no peixe e outro no gato!
Se o Inferno são os outros, peça para trazerem as bebidas que faremos uma festa Open Bar.
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Os tão aclamados “Amigos verdadeiros” que todos dizem sempre terem muito poucos, só são difíceis de serem encontrados porque costumamos insistir em erros do passado (As primeiras pessoas que gostamos não necessariamente serão as melhores companhias depois que crescemos). Pense em quais pessoas fariam você trocar uma noite de ótimo sexo selvagem por ótimas conversas despretensiosas. Se você não encontrou nenhuma, talvez esteja na hora de mudar. De cidade, de emprego, de namorada.
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Pessoas semelhantes a nossa volta, nos dão tranqüilidade assim como na rotina. Já sabemos o que esperar delas. Mas somente nas diferenças é que temos admiração. E nas surpresas e no inesperado é que mantemos vivo nossos instintos.
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Assim como Zordon escolheu os Power Rangers (uma galerinha que tinha suas “diferenças”, mas estudavam juntos e gostavam de lutinhas sincronizadas), você pode escolher seus amigos. E mesmo que cada episódio tenha um final previsível, serão eles os responsáveis pelas diferentes aventuras ao longo do seu dia.
Zordon era racista e Jorge, o Power Sombrero ???
Com bons personagens no elenco,
sua série pode durar bem mais que uma temporada!
Sartre com um olho no peixe e outro no gato!